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Fabuloso Chaplin

14 Mar

Outro dia ouvi um diálogo ótimo em um filme mais ou menos assim:

– Eu quero ajudar pessoas, quero ser um tipo de missionário.

– Você é comediante. Conte uma piada para as pessoas!

Uma vez um amigo me disse: “O trabalho é a forma de ajudarmos os outros neste mundo”. Nunca tinha pensado dessa forma antes dele.

A Arte não precisa de explicação = Um cão Andaluz

18 Jun

Imaginem poder filmar um sonho qualquer e assistir com os amigos? Bem, ao assistir Um cão Andaluz no fim de semana, eu tive a impressão que Luis Buñuel e Salvador Dali tinham feito isso em 1929.  O curta – metragem é extremamente interessante para os amantes do surrealismo, do absurdo, da arte como um fim em si. Não há a menor lógica em nada, nem adianta se esforçar para explicar algo, assista e pronto.

A cena mais conhecida: o corte do globo ocular. É preciso ter estômago aqui.

 

Um homem esbarra em uma mão na calçada, a mulher abre a porta de casa e sai correndo em uma praia linda, objetos e animais em lugares inesperados, tudo é exatamente como num sonho,  uma sucessão de imagens sem começo ou fim ou meio. 

Na minha opinião, o mais interessante é que até hoje o filme não será bem recebido por muitos porque será considerado uma obra sem sentido. E, ora veja, procurar sentido é nossa especialidade como humanos, porém, o filme foi concebido em uma época de ruptura do conceito de belo e aceitável como Arte. Em vários segmentos, literatura, pintura, música a Arte quebrava o velho e se renovava.

Sendo assim, a proposta do filme era mesmo a de ‘quebra”, ‘choque’ na sociedade da época, atitude, inclusive, que rendeu frutos durante todo o século XX.

Deixo aqui o link para o filme. Aproveitem!

Quanto mais quente melhor, 1959

15 Nov

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por filmes antigos. Tenho assistido tantos que tenho até vontade de montar uma coluna específica aqui, só para comentar e indicar.

é..eu sei..eu não sou normal!
 
Hoje assisti “Quanto mais quente melhor”, 1959, um clássico do cinema. Uma coméda muito muito boa.
 
 
 
Dois músicos pobretões presenciam um crime, apavorados pegam o primeiro “bico” que surge. Disfarçados de mulher – Justine e Daphne – viajam com uma banda feminina e se apaixonam pela linda Sugar – Marilyn Monroe. Pronto, confunsão e cenas hilárias até o último diálogo.  Os músicos são Jack Lemmon e Tony Curtis em um filme de Billy Wilder.
 
Wilder tem uns filmes fantásticos, por exemplo, é dele também A Montanha dos Sete Abutres que assisiti há alguns anos.
 
QMQM é uma história simples, muito bem contada, com sensualidade e sem exageros. Pode parecer ingênuo aos olhos de hoje para alguns, mas com certeza é melhor que muita comédia em cartaz todos os anos no cinema. Porque alguns costumes nos parecem infantis hoje. No entanto, a inteligência de um bom filme, de um bom contador de histórias e possível reconhecer em qualquer tempo.
 
 
  
 

 

Na cena final Daphne tenta explicar porque não pode se casar com o senhor milionário:

– “Não sou loira natural”.

– “Eu fumo muito”.

– “Eu não posso ter filhos”.

A tudo o tiozinho diz que não tem problema até ela falar:

– “Eu sou homem”

– “Ninguém é perfeito”. Fala calma e sorridente para a senhorita, quer dizer….