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Você é um novo Bartleby? Mas certamente conhece algum

13 Jan

Ontem li uma notícia sobre uma tendência que eu já venho observando há muito tempo, desde meu 2ª ano de faculdade: Jovens exelentes alunos mas sem vontade de trabalhar.

Em se tratando de trabalho, algumas pessoas vivem iludidas. Tipo, vivendo os sonhos de infância ou adolescência ou simplesmente perdidas. Na verdade, muitos não lembram que a faculdade é apenas um período e uma preparação para um meio de se auto-sustentar, entre outras coisas.

Segundo estudiosos, a nossa geração Y é mais impaciente, pouco tolerante e comprometida com o trabalho em comparação às anteriores. Super consigo observar isso!

Uma vez ouvi 3 mulheres na faixa dos 40 e 50 reclamando de uma garota de 25. “O que não está no contrato eu não faço”, “Como é impaciente”, “Se tiver que fazer tal coisa vou sair daqui, quem será que sustenta ela?”, essas foram algumas frases sobre a moça.

Uns não querem nem começar a procurar estágio e preferem o conforto da universidade, sem grandes cobranças, sem pressão, com elogios dos professores, faz tal coisa se quiser…. Outros trabalhando confundem chefe com mãe “Ah não vou fazer isso não”, “Aperta mais que eu vou sair daqui”! Não estou dizendo que devemos nos submeter a algo degradante. É preciso sim, um pouco de bom senso.

Quando consegui meu primeiro estágio muitas pessoas me diziam que não iam trabalhar por tão pouco. Eu não estava atrás de dinheiro, já tinha algum conhecimento teórico e queria minha 1ª experiência em jornalismo. Depois veio um estágio atrás do outro, uns melhores, outros nem tanto. Muitos colegas seguiam na faculdade em grupos de pesquisa, reuniões, ou sentados na grama sem fazer nada.

Obs: Adoro pesquisa e leitura, fiz pesquisa e monitoria. Porém a faculdade de jornalismo não é para formar acadêmicos, muito pelo contrário. É preciso trabalhar!

Os que querem carreira acadêmica ótimo, mas não era o caso da maioria dos meus colegas que recusavam estágios para passarem a tarde inteira no campus.

O que quero dizer é que o desemprego entre os jovens com escolaridade não é baixo e, em partes, por conta deles mesmos.

NÃO É O CASO DE TODO MUNDO. É claro que existe muita gente esforçada por aí, que começou de baixo e hoje está gerenciando uma pequena equipe com tudo para fazer uma grande carreira no decorrer da vida. Assim como, ótimos professores da minha geração iniciando uma vida acadêmica.

Por outro lado, talvez como nunca se tinha observado em gerações anteriores, há um mar de Bartleby’s por aí sempre respondendo prontamente: “Acho melhor não”.