Archive | January, 2012

Mais Arte!!! (eu não me canso)

28 Jan

Realmente a internet é uma coisa com a qual ainda me impressiono. Bem, através do último post “Um pouco de Arte” conheci um pouco do trabalho do fotógrafo italiano Gianni Trudu, que descobriu esse humilde blog nessa panacéia eletrônica,  i voilà: mais um pouco de arte!

O que seria do mundo sem Arte? Com certeza um lugar chato, claustrofóbico como os corredores de Kafka onde todos seriam loucos já que sem arte não seria possível existir sanidade.

Conheça mais da arte do sr. Trudu em http://giannitruduphotos.wordpress.com/

Um pouco de arte

26 Jan

 

 

 

As fotos maravilhosas acima são parte do trabalho da fotógrafa russa Katerina Bodrunova. Ela tem 26 anos e começou sua carreira em 2009. Suas belas fotos surreais já fazem sucesso em exposições na Europa.

Se gostou pode comprar aqui em forma de poster e decorar sua casa. Mais de sua arte no site Theory of Colour.

BBB e a velha discussão pão e circo…

18 Jan

Começou aquela época do ano que eu me sinto um alien >>> BBB. Realmente é um programa que não chama minha atenção, tenho tantas coisas para ver, ler, fazer… que nem passa pela minha cabeça assistir os mexiricos, baixarias, bebedeiras de uma gente que eu nunca vi mais gorda! Então não vou nem escrever críticas sobre o reality porque não tenho nenhum conhecimento mesmooo sobre ele.

Mas sempre me intrigou o sucesso do programa que me faz lembrar da velha discussão: o público recebe o que gosta ou o que é empurrado a eles com base em preconceitos e achismos?

Ahhhhhhhhhh A mediocridade da TV me irrita!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sinceramente, acho que os dois.

É claro, e a programação da tv aberta deixa nitído,  que os empresários do ramo acreditam que não cabe discussão, inteligência, boa música, filmes de contestação e por aí vai na caixa mágica. Por outro lado, você já notou qual é o nível de cultura, em geral, do brasileiro? É sério, você vê pessoas lendo nos Mc Café’s, nos parques, exposições de arte ou fotografia lotadas? Vi tudo isso em Buenos Aires e confesso que estranhei por não estar acostumada a visitar museus lotados. Sempre sou eu e mais 5 ou 7 pessoas ou 20, no máximo, depende do artista.

Conheço muita gente que adora a programação da tv aberta e passa longe do Canal Futura, TV Cultura, Telecine Cult, History Chanel… Opções que, convenhamos, nem todos podem pagar. E essa é a questão, a tv ‘grátis’ deveria ser melhor e não apostar só na “estética da pobreza”, deveria balancear. Quem gosta de BBB, ok. Mas o público descobriria outras opções e o veículo de comunicação mais popular no Brasil poderia contribuir para o nível cultural, ao invés de empurrá-lo cada vez mais ladeira abaixo…

Você é um novo Bartleby? Mas certamente conhece algum

13 Jan

Ontem li uma notícia sobre uma tendência que eu já venho observando há muito tempo, desde meu 2ª ano de faculdade: Jovens exelentes alunos mas sem vontade de trabalhar.

Em se tratando de trabalho, algumas pessoas vivem iludidas. Tipo, vivendo os sonhos de infância ou adolescência ou simplesmente perdidas. Na verdade, muitos não lembram que a faculdade é apenas um período e uma preparação para um meio de se auto-sustentar, entre outras coisas.

Segundo estudiosos, a nossa geração Y é mais impaciente, pouco tolerante e comprometida com o trabalho em comparação às anteriores. Super consigo observar isso!

Uma vez ouvi 3 mulheres na faixa dos 40 e 50 reclamando de uma garota de 25. “O que não está no contrato eu não faço”, “Como é impaciente”, “Se tiver que fazer tal coisa vou sair daqui, quem será que sustenta ela?”, essas foram algumas frases sobre a moça.

Uns não querem nem começar a procurar estágio e preferem o conforto da universidade, sem grandes cobranças, sem pressão, com elogios dos professores, faz tal coisa se quiser…. Outros trabalhando confundem chefe com mãe “Ah não vou fazer isso não”, “Aperta mais que eu vou sair daqui”! Não estou dizendo que devemos nos submeter a algo degradante. É preciso sim, um pouco de bom senso.

Quando consegui meu primeiro estágio muitas pessoas me diziam que não iam trabalhar por tão pouco. Eu não estava atrás de dinheiro, já tinha algum conhecimento teórico e queria minha 1ª experiência em jornalismo. Depois veio um estágio atrás do outro, uns melhores, outros nem tanto. Muitos colegas seguiam na faculdade em grupos de pesquisa, reuniões, ou sentados na grama sem fazer nada.

Obs: Adoro pesquisa e leitura, fiz pesquisa e monitoria. Porém a faculdade de jornalismo não é para formar acadêmicos, muito pelo contrário. É preciso trabalhar!

Os que querem carreira acadêmica ótimo, mas não era o caso da maioria dos meus colegas que recusavam estágios para passarem a tarde inteira no campus.

O que quero dizer é que o desemprego entre os jovens com escolaridade não é baixo e, em partes, por conta deles mesmos.

NÃO É O CASO DE TODO MUNDO. É claro que existe muita gente esforçada por aí, que começou de baixo e hoje está gerenciando uma pequena equipe com tudo para fazer uma grande carreira no decorrer da vida. Assim como, ótimos professores da minha geração iniciando uma vida acadêmica.

Por outro lado, talvez como nunca se tinha observado em gerações anteriores, há um mar de Bartleby’s por aí sempre respondendo prontamente: “Acho melhor não”.

A paciência de um pai

11 Jan

Você já notou que , na maioria dos casos, não temos a mesma paciência com nossos pais do que eles com a gente? Sempre me questiono se vou ser mais paciente no futuro, tanto quanto minha mãe.

Daí que, em um blog que acompanho, achei este lindo vídeo abaixo. Vale a reflexão e o ato de compartilhar.

Insatisfação crônica

9 Jan

“Insatisfação crônica. Você sofre de insatisfação crônica”, ouvi a frase em um filme no fim de semana. A personagem que recebe o ‘ diagnóstico’ está em um relacionamento sonhado há muito tempo, encontrou um meio para desenvolver sua vocação para arte, vive em uma cidade linda com pessoas que ela sempre quis conviver… Porém, depois de um tempo, algo a perturba, a inquieta, ela começa a ter dúvidas. Até que a infelicidade a invade em meio a plenitude.

O filme me lembrou que nem sempre conseguimos lidar com o que desejamos, assim como, nem sempre o que almejamos é a melhor opção para nós.

por exemplo, trocar os homens por chocolate... mas seria a melhor saída?

 

 

 

Sem contar que quando conseguimos uma coisa já estamos de olho na próxima logo ali na frente. É uma loucura.

Ok, pessoal, fica aí a dica de um filme bacana para aquelas horas de dúvida e…insatisfação..

A Solidão é um elixir – Rilke

4 Jan

A Solidão é um elixir.

A ideia é do poeta tcheco Rainer Maria Rilke. Homem sensato e inteligente, ele apresenta sua sabedoria no livro Cartas a um Jovem Poeta. Cartas que foram trocadas entre ele e um jovem aspirante a poeta na época Franz Kappus, entre 1904 e 1908.

A solidão é pouco valorizada, um tema, às vezes, difícil. É muito temida, por alguns, mas totalmente indispensável para outros. Do meu ponto de vista, ela é necessária sobretudo para conseguir um pouco de organização nesse mundo alucinante. Um lugar onde tudo é “pra ontem”, a supervalorização de coisas supérfluas é impressionante…e etc..etc..etc…

Além da solidão, o livro aborda questões que permeiam a vida de todos e requer atenção a cada trecho. Por exemplo, em relação a independência feminina Rilke profetiza:

 (…) Por certo, as mulheres, em quem a vida se detém, permanece e mora de um modo mais imediato, mais fecundo, mais confiado, devem ter-se tornado seres mais maduros e mais humanos do que os homens. Este, além de leviano – por não o obrigar o peso de nenhum fruto das suas entranhas a descer sob a superfície da vida – é também vaidoso, presunçoso, confuso, e menospreza, na realidade, a quem crê amar…Esta mais profunda humanidade da mulher, consumada entre sofrimentos e humilhações, sairá à luz e virá a resplandecer quando as mudanças e transformações da sua condição externa se houver desprendido e libertado dos convencionalismos alheios ao meramente feminino. Os homens, aqueles que não pressintam esse advento, sentir-se-ão surpreendidos e vencidos. Chegará um dia, que indubitáveis sinais percursores anunciam já de um modo eloquente e brilhante, sobretudo nos países nórdicos, em que aparecerá a mulher cujo nome já não significará apenas algo oposto ao homem, mas sim algo próprio, independente”.

Outra jóia da observação madura e apurada da vida nesta obra de Rilke: O Amor é trabalho, é preciso paciência e aprender todos os dias, como quando se aprende um ofício, a lidar com o outro, a amá-lo.

“O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta”.

Enfim, genial!

Impossível ler correndo, o melhor é ler um pouco a cada noite e sentir os efeitos durante o dia.

Principalmente para aqueles com uma alma sensível, quieta e observadora indico o livro.

Feliz Ano Novo a todos, que tudo seja melhor neste ano.