Archive | September, 2011

O Mineiro e o queijo >> Doc Imperdível!

30 Sep

Algumas leis em nosso país são absurdas e geram situações ridículas. Por exemplo, recentemente, descobri que o queijo minas só pode ser vendido em Minas Gerais! Como assim?!

Daí parei e refleti – todas as vezes que comi queijo minas orginal, de qualidade, não tinha comprado no supermercado. O saboroso queijo da Serra da Canastra provei porque foi trazido até mim da região. Mas quase sempre compro de pessoas, mineiros ou não, que vendem aqui o que compram de produtores no estado de Minas. É claro que já fui enganada e comi queijos que desconfio terem sido fabricados no Amapá ou no quintal de alguém próximo a minha casa! Tamanha era a perícia do queijeiro.

E eis que o mineiro Helvécio Ratton resolveu investigar e mostrar essa história no documentário ” O Mineiro e o Queijo”.

Ratton demonstra no filme como as grandes empresas de laticínio são beneficiadas em detrimento dos produtores e consumidores. Porque, de acordo com uma lei de 1952, o queijo não pode ser feito com leite cru. Ora , comi a vida inteira esse tipo de queijo e aqui estou.

 

O Doc também ressalta a importância da fabricação do queijo para a cultura da região. Enfim, um ótimo documentário. Vale a pena conferir.

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O Paraíso agora!

29 Sep

Como é bom estar de volta!!!!! Estava ocupada com mil coisas, mas agora o ritmo está mais tranquilo e voilà! Cá estou.

Galera, faz muito tempo que não escrevo um “Desligue a TV”.  Porém, estou lendo Neve, do escritor turco Orhan Pamuk. Uma obra absurdamente incrível e adianto que precisa ser lida com muita atenção. Pois o poder se síntese de Pamuk é impressionante porque, apesar de curtos, os capítulos trazem muitas ideias, conflitos e informação.

Neve vai ter um post, aguardem!!!

Por hora,  recomendo o filme Paradise Now ( O Paraíso agora): Imagine que você tem a certeza de que vai morrer em uma hora e logo mais estará no paraíso desfrutando de tudo que você ouviu a vida inteira.

 

O filme nos leva à Palestina e conta a história de dois homens – Said e Khaled.

Prefiro acreditar no paraíso do que continuar a viver no inferno“ – Khaled.

Amanhã, 30, o pedido de reconhecimento da Palestina como um Estado deverá ser discutido na reunião da Comissão de Adoção de Novos Membros da ONU.

O Brasil é favorável a um Estado Palestino Independente e livre.

 

Primavera Árabe

19 Sep

 

Movimento: “Eu voto distrital”

10 Sep

O modelo brasileiro de votação para a Câmara dos Deputados faz duas vítimas a cada pleito: a lógica e o eleitor. A lógica porque regras obtusas permitem, por exemplo, que votos dados a um candidato sejam usados para eleger outro. O eleitor porque a ineficiência do processo faz com que, semanas depois de ir às urnas, ele mal se lembre de em quem votou.

A fim de corrigir essas distorções, um grupo de empresários e estudantes de São Paulo está propondo a adoção do voto distrital no Brasil. O modelo parte da divisão do país em distritos (no caso do Brasil, 513 – o mesmo número de cadeiras na Câmara), que elegeriam, cada um, o seu representante.

Os organizadores do movimento “Eu voto distrital” prepararam uma série de simulações sobre como seria o Brasil sob esse novo modelo. Uma delas revela que, se o sistema já estivesse em vigor em 2010, o partido que mais perderia com ele seria o PT – o que explica o fato de a sigla ser, desde já, inimiga número 1 da proposta.

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz dez motivos pelos quais essa ideia merece o seu apoio. Entre eles estão o barateamento das campanhas, o fim do efeito Tiririca, o enfraquecimento das oligarquias e a diminuição da corrupção. Se ao final da reportagem você também ficar convencido de que o distrital é a melhor opção para o país, basta acessar (http://www.euvotodistrital.org.br/) para assinar a petição que será enviada aos parlamentares em Brasília, propondo a mudança.

Como ficaria a Câmara se o voto distrital já estivesse valendo em 2010?
http://veja.abril.com.br/infograficos/voto-distrital-mapa/

 

Guilherme Lourenço

Um comentário que merece um post!!!

3 Sep

Meus caros, a respeito do post anterior sobre a deputada federal Jaqueline Roriz, o blog recebeu um comentário com tanto bom senso que eu o publico aqui como um post.

“Ontem eu ouvi um comentário excepcionalmente sábio em relação a essa notícia. Nós brasileiros ficamos extremamente indignados quando nossos políticos absolvem seus pares ao cometer algum delito, todavia essa não é uma característica exclusiva dessa classe. Estatisticamente falando, os conselhos de classe (Conselhos Regionais e Nacionais) e de médicos, advogados, etc. absolvem proporcionalmente muito mais do que a classe dos políticos quando estes cometem um delito grave. Em outras palavras, quando um médico e um político cometem um delito grave a chance de médico escapar é maior do que o político.

Não estou defendendo a classe dos políticos, de forma alguma. Contudo, o que tem que ficar claro é que o político é o reflexo do povo, nada além disso. Essa classe corrupta não vem de outro planeta, ele é seu vizinho, é o colega do trabalho e é gente como a gente.

Se o brasileiro quer ver o congresso e o país diferente, melhor, primeiramente deveria se policiar, deveria não sonegar impostos, deveria não querer levar vantagem em tudo (jeitinho brasileiro), deveria parar de ser corporativista e deveria parar de olhar para o próprio umbigo. É preciso pensar coletivamente”.

Tenho quase certeza que meu colega Guilherme não vai se importar, não é? = )

Ótimo ponto de vista, obrigada pela colaboração.