Archive | June, 2011

Matar 2 coelhos com uma caixa d’água só

28 Jun

Depois de ler muitos clássicos da litaratura universal, minha prioridade agora são os autores contemporâneos. Hoje descobri mais um nome interessante – Michael Kepp. Um americano no Brasil há 28 anos.

Talvez alguns o conheçam porque ele escreve em grandes jornais nacioanais.

eu ser gringo meio brasileiro

 

O cara é muito engraçado e suas crônicas são um pouco como um retrato nosso (dos brasileiros). Mas falam sobre o jeito americano de ser também. Os textos são curtos e a leitura é fácil e convidativa. Com certeza, uma boa opção para um fim de noite.

Tropeços linguísticos:

“Esses tropeços bilíngües são normalmente só embaraçosos. Quando chamo um pequeno roedor invasor de “cagamundo” ou uso um provérbio como “vou matar dois coelhos com uma caixa d’água só”, os brasileiros se divertem, mas me sinto um “débito” mental.”

Como os brasileiros se esquivam dos compromissos:

“Também não consegui me transformar no “homem cordial” -esse que se esquiva de compromissos chatos com um “vamos ver”, “se der”, ou “pode ser”- ou me transformar naquela espécie híbrida -meio malandro, meio diplomata-, que poderíamos chamar de “morde-e-assopra brasiliensis”. Aquela espécie que se comunica com frases como “eu fico devendo” ou “fica para a próxima” para se livrar de uma dívida ou de um compromisso.
Até hoje, o meu traço mais americano é a minha capacidade de encarar pessoas e situações diretamente e, quando necessário, usar a palavra “não”. Quando eu faço isso, os brasileiros dizem que eu sou “objetivo” –eufemismo do homem cordial para “mal educado”.

Sonhando com sotaque

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Belle e Sebastian lançam novas músicas

24 Jun

O Belle e Sebastian lançou dois vídeos e um single no site da banda. A todos os fãs deste grupo superr bom de ouvir, cantar e dançar, aqui vão os clipes.

[http://vimeo.com/23793374]

[http://vimeo.com/25079226]

Aproveitem.

Sim Mariluz, somos preconceituosos…

22 Jun

Em São Paulo, tive a oportunidade de observar famílias e grupos de bolivianos. Existem muitos imigrantes na cidade e o percentual formado por nossos vizinhos mais próximos vem subindo. Para mim, que conheço a cidade desde criança, essa tendência é bem clara já há algum tempo.

Então, hoje, leio a notícia de que os números comprovam o que os meus olhos viram. Assim também como uma suspeita de que eles estariam nas fábricas de costura. De modo que, o mais interessante para mim na matéria foi a pergunta da boliviana Mariluz Carballo: “Só tenho medo de racismo. É verdade que os brasileiros são racistas com os bolivianos?”.

Não quero desapontar ninguém, mas alguns brasileiros, alguns paulistanos, são bem racistas. A cidade tem uma espécie de elite (veja o caso “da gente diferenciada” no metrô de Higienópolis) que se acha muito educada, culta, avançada tecnologicamente, o centro do Brasil. O estado de São Paulo sustentaria a parte desenvolvida do país.

Realmente não dá para negar a cultura, o alto nível de educação e o desenvolvimento da terra do meu querido Adoniran. Ou, o fato de um nova iorquino ou um cara de Madrid se sentir a vontade na capital.

Assim como alguns brasileiros (só) se sentem a vontade em usar transporte público em NY, Madrid...

Mas, infelizmente, algumas pessoas esquecem que o lugar pertence ao Brasil. Elas se acham superiores e discriminam o que não parece civilizado, europeu ou norte-americano.

Um exemplo, pude notar um tratamento diferente de alguns, ao saber que sou de Brasília, em comparação a uma pessoa do interior do Piauí.

Logo, só poderia dizer a Mariluz que ela vai sentir preconceito por parte de alguns brasileiros, que não somos tão legais quanto nos comerciais de Carnaval vinculados no exterior. Mas, ao mesmo tempo, gente curiosa, agradável e receptiva vai convidar ela para um café, talvez, depois do trabalho. Afinal, São Paulo está cheia de nordestinos! Ok, brincadeira. Mas vocês entenderam.

O Rock e a minha vida

21 Jun

No momento, eu ouço Beatles e escrevo sobre um estilo musical que marcou a minha vida, a minha personalidade.

Quando eu ouvi o 1º CD de uma banda de rock soube que era aquilo que eu procurava, sem ao menos saber direito o que era. Deu para entender?

Já tinha ouvido músicas soltas, bandas dos anos 70 e 80, mas era criança e não ligava a música ao meu cotidiano.

Não, coleguinhas da escola, eu não fui uma criança assim...

 E quando o tempo começou a mudar, ou melhor, fechar, eu fui devidamente apresentada ao Rock’n Roll e nunca mais nos separamos. 

Na época, tudo o que eu ouvia no rádio era mais ou menos igual, as músicas falavam de romance em vários estilos. Eu vivia entediada. Então um amigo me deu 3 cd’s – grunge, punk e punk – – – – – – – uooooouuu!!!

Alguém escreveu sobre o que se passava na minha cabeça!

E daquele momento de iluminação em diante vários cd’s caíram na minha mão, bandas e mais bandas, show cover todo fim de semana, destilados baratos e muita, muita roupa preta e diversão. Enfim, uma adolescência normal e saudável.

Esse quadro expressa bem os meus dias de adolescente

O Rock não é um estilo musical de uma letra só, ele expressa fúria, crítica social, política, conflitos pessoais, amor e amizade. São tantos os temas abordados que toda uma vida pode ser contada por meio de várias músicas juntas.  Seu primeiro amor ou raiva por reclamar do governo e nada acontecer podem ser representados em alguns rocks.

Não por acaso, o Rock contribuiu para revolucionar o comportamento das sociedades no Ocidente. E ver o Pop tomar conta dos eventos do Rock e de algumas bandas é decepcionante. Recentemente li críticas de jornalistas veteranos ao U2 e aos novos singles do Coldplay e, de certa forma, concordei com eles. Não digo que o Pop deve acabar, tem gosto para tudo. Não podemos é ouvir a mesma coisa, as mesmas rimas o tempo inteiro. 

Enfim, o bom e velho Rock’n Roll é uma  música que  torna o ouvinte mais crítico e proporciona atitude diante da vida.

O Rock e os amigos de cabelo estranho logo me levaram a livros e conceitos que ajudariam a formar a pessoa que sou hoje. Por isso, sigo influenciando as pessoas para o lado negro da força.

Hey ho Let’s go rock and roll all night and party everyday!

Entre em contato com a Lola

17 Jun

Galera é com muito prazer que o blog agora tem mais uma maneira de contato com vocês >> o email > lolacomolegusta@gmail.com

Aberto a sugestões de temas, livros e tudo mais, críticas e opiniões diferentes das expressadas no blog. Aproveitem!!!

Abraço a todos.

Thayara Martins

Kung Fu Panda II e o sedutor Jack Black

15 Jun

No final de semana fui ao cinema e assisti Kung Fu Panda II. E nunca ri tanto durante um filme nos últimos meses! Além do mais, o cenário é lindo.

Algumas piadas são tão simples e, ao mesmo tempo, muito engraçadas. 

A história é bem conhecida: o héroi já vive o destino para o qual foi predestinado, mas guarda muitas perguntas sobre seu passado e parte em busca de respostas. Enquanto, é claro, salva o seu país. Só que o inusitado de um panda simpático, a normal guy, ser um dragão guerreiro gera muitas situações engraçadas.

No final há uma clara indicação de que haverá um 3º filme. É torcer para ser tão bom quanto.

E uma pergunta, quão sedutor pode ser um gordinho com cara de maluco (literalmente)??

..de repente não é só a cara....

Mas ele é! O cara atrai muitos fãs. Tenho assistido seus últimos filmes e gostei de todos. Rebobine, por favor , por exemplo, é sensacional ao juntar o espírito   “you tube”, com a atmosfera dos anos 80 e 90 e as famosas locadoras de bairro com sucessos em VHS.

O adjetivo “suecado” ou “sweded” (fazer a sua versão de um filme famoso), que aparece no filme, já entrou para o meu vocabulário.

E aí, sentiu vontade de suecar?

Aqui uma versão de Homem-Aranha com Jack Black no papel principal. Não deixe de assistir!

Palocci preserva o PT (e sua carreira)

8 Jun

Se o PT continuar assim, talvez, consiga atingir o objetivo de permanecer no poder por décadas. No início de um problema, o protagonista se retira de um modo elegante e rápido. Sem confunsão. Sem desgaste.

“Eliminar” o que está errado. Lembra o ‘cortar na carne’ do Lula, na época do mensalão. Passa a idéia de um partido correto, que rapidamente fez o que era o certo. Embora seja uma manobra para preservar o partido, a Presidência da República e a carreira do médico Antônio Palocci.

Pois agora ele vai ser esquecido, abonado e voltará a um importante cargo público no futuro, com certeza.

é..é isso aí....vou sair dos holofotes por um tempo...ah mas vai dar tudo certo..eu sei

 

Não é profecia, basta lembrar o “mensalinho’ de Ribeirão Preto e do caseiro Francenildo Costa.

A política no país obedece um ciclo onde as figuras somem e aparecem, mas nunca desaparecem.

Obrigada, de verdade

7 Jun

Hoje eu quero agradecer a todos os amigos e desconhecidos que me enviam mensagens ou emails sobre o blog.

É engraçado, quando penso em parar ou a rotina absorve meu tempo tchantchantchan alguém me escreve! E eu não consigo deixar de escrever.

Espero que o blog tenha levado a todos vocês assuntos interessantes, boas dicas, pensamentos diferentes e um pouquinho de humor.

É isso aí, obrigada a todos e continuem me escrevendo.

Separar dos homens? Nem pensar

3 Jun

Adoro os homens. Eles são espertos, diretos e amigos leais. Não sei o que seria de mim na escola e na faculdade sem eles. E, hoje em dia, sem os rapazes  no trabalho.

"meu namorado é um idiota, tô gorda, Vandinha (tipo a melhor amiga dela no trabalho) é uma piriguete, vc viu ontem blábláblá...

Eu morreria ouvindo essas conversinhas o tempo inteiro. Mas eis que o médico Leonard Sax defende que os meninos devem ser separados das meninas na escola. Para ele, homens e mulheres são diferentes e isso deve ser respeitado. Principalmente quanto à forma de educar.

Um argumento é que aprendemos de maneiras diferentes e a educação mista reforça esteriótipos. Por exemplo, garotos ficariam envergonhados de serem bons alunos em Artes e serem vistos como gays pelos colegas.

Ele desenvolve suas ideias no livro “Why gender matters“. O sujeito é uma figura, conservador e acusado de usar ciência para militar em prol de causas morais.

Uma coisa eu concordo, temos deveres e direitos iguais, mas não somos iguais. Ao contrário, é impressionante como certas questões podem ser tão diferentes do ponto de vista feminino e masculino.

Bem ainda acho que tudo junto e misturado é melhor. Não?

Aqui uma curta entrevista do Dr. Sax.