Archive | March, 2011

Moradores de rua

31 Mar

Andar por ruas de uma cidade diferente é muito interessante, tudo é uma descoberta. É aquela lojinha charmosa, que você vai querer voltar com tempo, a lanchonete com o sanduíche perfeito, os trajetos mais interessantes, os mais seguros…Enfim, a delícia de explorar um novo território.

E nas minhas andanças uma coisa me impressiona – a quantidade de moradores de rua. Não tem como comparar com Brasília. A situação aqui é uma população inteira vivendo nas ruas, parece que eles caem do céu.  

De acordo com um censo da  Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, eram 13 mil pessoas nessa situação na capital paulista, em junho do ano passado. Em Brasília, cerca de 2 mil pessoas vivem ao relento.

Bem, ainda é uma visão chocante para mim. Muitas pessoas, mais acostumadas, por pouco não esbarram nos moradores. 

*** =]

Esta calçada é praticamente uma pensão

 

TT Martins

Mais uma vez perdemos

25 Mar

Não dá para acreditar! Perdemos mais uma vez. É de tirar o ânimo para novas tentativas de lutar por justiça e bom senso. Uma lei com o apoio de 1,6 milhão de pessoas, do Tribunal Superior Eleitoral e da grande maioria da sociedade ser negada dessa maneira é um absurdo.

Esse pessoal do STF, que cartas marcadas! Não é a 1ª vez que eles decidem contra o cidadão. Qual a finalidade de um órgão desse? Algum colega do Direito pode explicar, por favor.

Pergunta: o quê ou quanto cada um recebeu para votar contra o uso da Lei para as eleições 2010?

Desligue a TV – Bordados

20 Mar

Faz tempo que não indico um bom livro por aqui. Por isso vou compartilhar minha última leitura: Bordados – da maravilhosa Marjane Satrapi.

O livro é engraçadíssimo realista e quebra preconceitos que talvez o leitor brasileiro possa ter em relação as mulheres iranianas. Além de conseguir ser leve e uma leitura rápida (li em 3 horas o livro inteiro).

Bordados narra o encontro de mulheres experientes e suas histórias sobre sexo relacionamentos amorosos e a relação quase sempre difícil com os homens.

As histórias relatam as experiências sexuais das amigas da avó de Marjane durante o chá depois do almoço. São extremamente curiosas e vão desde uma mãe de quatro filhos que nunca viu um pênis até uma noiva que para disfarçar a virgindade perdida acaba cortando os testículos do noivo.

Sutilmente mostra como em um mundo dominado pelo homem a mulher consegue ser mais esperta em várias situações (fora as que envolvem objetos cortantes). Afinal ela é levada a ser assim até por uma questão de sobrevivência. 

Bem nem sempre tão espertas kkk

A leitora ocidental só pode ler e se sentir, no mínimo, grata por sua liberdade sexual. É claro que algumas colegas ainda precisam se livrar das amarras morais ainda em voga em algumas regiões e mentes brasileiras. Porém nada que se compare ao mundo árabe.

Para se ter uma ideia Bordado no Irã significa além de tricô a cirurgia de reconstrução do hímen. Lá pode ser recorrente mas aqui acredito que não.

Já falei dela aqui. Maravilhosaaa!! Meu sonho de futuro

Thayara Martins

Ikki de Fênix e Obama no Brasil

19 Mar

Quem não lembra do Ikki? Pois é, o Cavaleiro de Fênix foi a inspiração para esse post. Não preciso nem dizer porque.

Bem, gostaria de dividir com vocês trechos de um artigo de Barack Obama sobre a visita ao Brasil.

“Perto de 600 milhões de pessoas vivem na América Latina. A economia da região cresceu cerca de 6% no ano passado. Entre 2010 e 2015, espera-se que cresça um terço mais. E, na medida em que esses mercados estão crescendo, também está sua demanda por bens e serviços –bens e serviços que, como presidente, eu quero ver que sejam feitos nos Estados Unidos da América”.

money, money, money

you got it, baby

“O Brasil descobriu recentemente reservas de petróleo que poderão ser bem maiores que as nossas, e, na medida em que tratamos de aumentar os fornecimentos seguros de energia, procuraremos desenvolver uma parceria energética estratégica”.

Well,well, tudo muito bem, tudo muito bom, mas é preciso cuidado com os primos do norte. Muito espertinhos, talvez eles  queiram um novo méxico abaixo da linha do Equador.

E as leis anti-protecionistas? Estão tão animados, porém não falam em abrir o mercado para o agodão, etanol e laranjas brasileiras.

Thayara Martins