Não sei se vocês conhecem o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., sobre as privatizações no governo Fernando Henrique e lavagem de dinheiro. Lançado em 2011, vendeu até hoje mais de 120 mil exemplares e, talvez, vai virar jornal para se tornar acessível a um número bem maior de leitores.
Segundo o autor, “o elemento central da obra, embora ela fale sobre propinas nas privatizações, aborda de forma geral a questão da lavagem de dinheiro e do combate da lavagem de dinheiro no mundo todo”.
Com capítulos intitulados Briga de foice no PSDB, A grande lavandeira, Os tucanos e suas empresas-camaleão, Como o PT sabotou o PT , logo de cara o livro se torna interessante para estudantes de política, contemporaneos do período, que na época só tinham informações dos jornais, os mais jovens curiosos em conhecer a História que permitiu o uso como água do celular e das linhas de telefone fixo no Brasil e, enfim, ao público em geral interessado em conhecimento.
Ok, que lindo.
Vivemos em uma democracia com liberdade de expressão e valorizamos o conhecimento.
Bem, no entanto, segunda a mídia, pessoas foram demitidas por escrever sobre o livro, parlamentares arracam cartaz publicitário da obra, ora, livros sobre o mensalão petista estão aí para quem quiser ler também. Como O chefe, baixe e leia de graça no link.
Resumindo, atos para reprimir o conhecimento não estão de acordo com uma República Democrática no século 21. Ou alguém quer voltar no tempo?
Não defendo o jornalista, que fez um trabalho, ou o PT, não. Tenho amigos tucanos “roxo” e é sempre bom conversar sobre política com eles. O que digo é – não podemos viver na Idade Média onde tal livro podia (Bíblia) outro (tipo todos os outros) não.
De modo que, ler certas notícias hoje me deu tédio.
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